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Guia5 min de leitura

Abaixo-assinado online: como fazer e o que muda em relação ao papel

O que o formato online resolve, o que só o papel resolve, e a pergunta que sempre aparece na entrega: como provar que ninguém mexeu na lista.

Escrito por Nolides Velásquez

Um abaixo-assinado online resolve três problemas do papel e deixa dois intactos. Saber quais são antes de começar é a diferença entre uma lista que é levada a sério e uma pasta de folhas que ninguém lê.

O que o online resolve

Alcança quem não está por perto. O papel só pega quem passa na frente da prancheta.

Não se perde. Nem molha, nem some, nem fica na mão de alguém que viajou.

Registra quando cada pessoa assinou. Esse é o ponto forte de verdade, e quase ninguém menciona. Uma lista de papel sem data pode ter sido feita ontem ou há três anos, e não há como distinguir.

Permite avisar depois. Quando sair a resposta, quem assinou fica sabendo, e é isso que decide se essas pessoas assinam a próxima.

O que o online não resolve

Quem não vive no celular. No prédio, na porta da escola, na feira, uma prancheta recolhe assinaturas que um link nunca alcança, e justamente das pessoas cujo nome pesa mais quando o pedido é sobre aquele lugar.

E não resolve a desconfiança, que é o problema de verdade e é o mesmo dos dois formatos.

A pergunta que sempre aparece na entrega

Onde quer que você entregue, vem a mesma: como eu sei que essas assinaturas são reais e que não mexeram na lista depois?

É o ponto fraco de todos os formatos. No papel dá para acrescentar uma linha. Numa planilha dá para editar qualquer coisa. E na maioria dos sites de abaixo-assinado, o que existe é uma lista de nomes num banco de dados administrado pelo próprio site: se alguma coisa mudar, não há como demonstrar que mudou.

É daí que sai a objeção de sempre, isso não prova nada, e como não dá para responder, a conversa acaba.

No Causfy cada assinatura sai com o seu próprio certificado, uma a uma, e qualquer pessoa confere que bate sem depender da gente. Não equivale a uma assinatura de próprio punho e a gente não vai dizer que equivale: essa afirmação aparece bastante no setor e faz estrago real no dia em que é testada. O que o certificado responde é a pergunta estreita que de fato é feita: quando foi assinado, e que o texto assinado não mudou desde então.

E um limite que vale dizer: o selo prova origem e integridade, nunca conteúdo. Ele não diz que o pedido é razoável. Essa parte é com você.

Os níveis, porque não é tudo igual

Vale decidir antes de recolher, porque muda o que você recolhe.

Um abaixo-assinado para pedir uma faixa de pedestres precisa de volume e de proximidade: duzentos vizinhos, com nome e um jeito de falar com eles. Ninguém vai contestar a identidade de cada um.

Um abaixo-assinado que vai para um órgão que examina o que recebe, uma agência, um juízo, uma fiscalização, precisa de registro de quem assinou, e não só de quantos.

Para isso existem dois níveis. A assinatura simples verifica o e-mail de quem assina, sai com certificado e registro ancorado, e não custa nada: é a que quase todas as causas usam. A avançada acrescenta verificação de identidade contra um documento, para quando o destino vai exigir garantias.

E há um terceiro nível em preparação, a assinatura qualificada. É o nome do único nível de assinatura eletrônica com equivalência legal à de próprio punho no marco europeu, e é a razão de tudo acima estar escrito com tanto cuidado. A gente não põe data, porque um «em breve» que não se cumpre é pior do que não dizer nada, e enquanto não existir, nada neste site afirma essa equivalência.

Os dados de quem assina são dados pessoais

Vale ter claro antes de começar, porque a lista acaba com nome, e-mail e às vezes documento de um monte de gente.

Três regras. Use só para este pedido. Não publique a lista, nem print dela em grupo. E não deixe as assinaturas anteriores visíveis para quem está assinando agora, que é o que acontece com uma prancheta aberta em cima da mesa.

O que fazer com quem já assinou

É a parte que quase todo mundo esquece e a que mais muda o resultado da próxima vez.

Avise quando entregar. Uma mensagem curta dizendo que foi protocolado, com a data. Quem assinou passou a fazer parte daquilo e não recebe notícia nenhuma na maioria dos casos.

Publique a resposta, mesmo negativa. Principalmente a negativa: é a que mostra que a coisa foi levada até o fim.

Guarde a lista: assinaturas, datas e comprovante de entrega. Esses assuntos voltam, e da próxima vez você começa daí em vez de começar do zero.

Como fazer, na prática

  1. O pedido em uma frase, com verbo. «Instalar uma faixa de pedestres na Rua Bento Gonçalves, altura do 120.» Se não couber numa frase, são dois pedidos e você perde os dois.
  2. Descubra quem decide. Não quem você conhece, e sim quem tem competência. Entregar no lugar errado é o jeito mais comum de não acontecer nada.
  3. Publique onde a data de cada assinatura fique registrada.
  4. Divulgue no privado primeiro. Dez mensagens uma a uma valem mais que cinco posts no mesmo grupo. E o grupo serve para espalhar o link, nunca para recolher as assinaturas: print não é assinatura.
  5. Use papel também, onde as pessoas já estão juntas.
  6. Entregue impresso, com protocolo, e guarde o comprovante.
  7. Cobre em três semanas citando o número do protocolo, e publique a resposta mesmo que seja negativa.

O modelo do documento, com a estrutura inteira e o que cada parte faz, está em como fazer um abaixo-assinado.

Veja como funcionam as assinaturas no Causfy: criar não custa nada, não há limite de assinaturas e cada uma sai com o seu certificado.

Perguntas frequentes

Como fazer um abaixo-assinado online?

Escreva o pedido em uma frase com verbo, descubra quem tem competência para decidir, publique num lugar que registre data de cada assinatura, divulgue no privado antes de qualquer grupo grande, e entregue impresso com protocolo. O online serve para reunir; a entrega continua sendo por escrito.

Abaixo-assinado online tem validade?

Nenhum abaixo-assinado, online ou em papel, obriga alguém a decidir de determinada forma. O que ele faz é registrar um pedido coletivo, com data, diante de quem decide. Nesse ponto o online é melhor que o papel, porque consegue demonstrar quando cada pessoa assinou.

Qual a diferença entre abaixo-assinado online e no papel?

O online alcança quem não está por perto, não se perde e registra a data de cada assinatura. O papel alcança quem já está no mesmo lugar e não vive no celular, que costuma ser justamente quem mais pesa. As campanhas que funcionam usam os dois e entregam as duas listas juntas.

Grupo de WhatsApp com gente concordando vale como abaixo-assinado?

Não. Um print de pessoas dizendo «concordo» não tem nome completo, não tem data confiável e não tem como mostrar que não foi editado. O grupo serve para espalhar o link, nunca para recolher as assinaturas.

Temas

  • Abaixo-assinado online
  • Assinaturas
  • Prova
  • Entrega

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